Cordectomias laser - Casuística dos últimos dois anos do Hospital Egas Moniz

Autores

  • Filipa Oliveira Interna do Complementar do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Egas Moniz – Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal
  • João Pimentel Interno do Complementar do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Egas Moniz – Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal
  • Pedro Sousa Assistente de Otorriolaringologia do Hospital Egas Moniz – Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal
  • Carlos Rêgo Assistente Graduado de Otorriolaringologia do Hospital Egas Moniz – Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal
  • Fátima Cruz Assistente de Otorriolaringologia do Hospital Egas Moniz – Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal
  • Madeira da Silva Director do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Egas Moniz - Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.131

Palavras-chave:

Carcinoma glótico, Comissura anterior, Cordectomia LASER, Radioterapia, Laringectomia, Recidiva, Morbilidade, Qualidade Vocal

Resumo

Os carcinomas glóticos em estadio inicial têm abordagens terapêuticas dispares consoante o cirurgião, a instituição ou o país em que são tratados. A radioterapia, as laringectomias parciais e a cirurgia transoral com LASER, são opções terapêuticas aceites e com resultados semelhantes no tratamento dos tumores glóticos em estadio inicial. A Cirurgia LASER nos últimos anos tem demonstrado ser uma opção com algumas vantagens relativamente às outras terapêuticas: bom controlo da doença, baixa morbilidade, boa preservação da função, baixo custo.

Neste trabalho avaliámos os doentes do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Egas Moniz com carcinomas glóticos em estadio inicial submetidos a Cordectomias Laser no período de Março de 2009 a Novembro de 2010, comparando-os com os resultados a médio prazo face à literatura internacional. Procurámos igualmente comprovar que é uma técnica segura, com bom resultado funcional, baixa morbilidade e bom controlo locoregional.

Foram diagnosticados catorze carcinomas pavimento-celular glóticos em estadio inicial no referido período. Destes, oito foram submetidos a Cordectomia Transoral com com LASER. Para inclusão no estudo os doentes tiveram um follow-up mínimo de seis meses. Verficou-se não haver recidiva tumoral em todos os doentes, bem como uma boa função laringea e qualidade vocal. Verificámos que a escolha da cirúrgia transoral com LASER de CO2 nos nossos doentes apresentou bons resultados oncológicos, uma boa relação custo-eficácia, baixa morbilidade e curto tempo de internamento. Concluímos tratar-se de uma opção terapêutica segura, eficaz, com bons resultados no controlo da lesão.

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Como Citar

Oliveira, F., Pimentel, J., Sousa, P., Rêgo, C., Cruz, F., & Silva, M. da. (2012). Cordectomias laser - Casuística dos últimos dois anos do Hospital Egas Moniz. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia-Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 50(1), 27–32. https://doi.org/10.34631/sporl.131

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Artigo Original