Paragangliomas jugulo-timânicos. Técnica cirúrgica e experiência do Hospital de Egas Moniz

Autores

  • Gonçalo Neto d'Almeida Assistente Hospitalar Graduado de Neurocicurgia do Hospital de Egas Moniz, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Portugal
  • Pedro Escada Chefe de Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Egas Moniz, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Portugal
  • Gabriel Branco Assistente Hospitalar Graduado de Neurorradiologia do Hospital de Egas Moniz, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Portugal
  • José Pratas Vital Ex-Director do Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Egas Moniz, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.34

Palavras-chave:

Base do crânio, Cirurgia, Complicações pós-operatórias, Embolização terapêutica, Estudo retrospectivo, Osso temporal, Paraganglioma jugulo-timpânico, Resultados do tratamento, Tumor de glomus jugular

Resumo

Objectivos: Descrever a técnica cirúrgica e a experiência dos Serviços de Otorrinolaringologia e Neurocirurgia do Hospital de Egas Moniz no tratamento cirúrgico dos paragangliomas jugulo-timpânicos.

Desenho do estudo: Descrição de técnica cirúrgica e estudo retrospectivo dos casos operados num período de 20 anos.

Material e métodos: Foram incluidos no estudo 24 doentes operados por uma equipa otoneurocirárgica entre 1988 e 2007. A técnica utilizada foi a via da Fossa Infratemporal do tipo A de Fisch em todos os casos. Os dados foram obtidos a partir da observação recente dos doentes e da consulta dos processos clínicos. As variáveis avaliadas foram: as manifestações clínicas, a embolização pré-operatória e a técnica cirúrgica realizadas, a remoção tumoral, a mortalidade, a morbilidade e a evolução das lesões residuais.

Resultados: A apresentação clínica foi semelhante a de outras series. A remoção total do tumor foi obtida em 11 (45%) dos 24 casos. Na maior parte dos restantes a doença residual manteve-se controlada. Dois doentes morreram por pneumonia e a morbilidade foi sobreponivel a verificada em outras series.

Conclusões: A via da Fossa Infratemporal do tipo A é a melhor técnica para tratar os paragangliomas jugulo-timpânicos, mas é importante a concentração do tratamento da patologia em centros de referenciação diferenciados, com equipas otoneurocirúrgicas estáveis, para se controlar a doença com um minimo de mortalidade e morbilidade.

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Como Citar

d’Almeida, G. N., Escada, P., Branco, G., & Vital, J. P. (1). Paragangliomas jugulo-timânicos. Técnica cirúrgica e experiência do Hospital de Egas Moniz. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 47(1), 26-31. https://doi.org/10.34631/sporl.34

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